Foto - Ilhas Falkland (Malvinas)
A Grã-Bretanha e a Argentina lembraram nesta segunda-feira (2) o início da Guerra das Malvinas - chamadas de Falklands pelos britânicos. Há 30 anos, soldados argentinos invadiram o arquipélago. Foram dois meses e meio de luta, antes da rendição Argentina.
Veteranos britânicos e parentes de soldados mortos na guerra se juntaram nesta segunda-feira (2). Diante do memorial, velas acesas. Em um comunicado, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que é preciso lembrar os britânicos e argentinos que morreram no conflito.
E que vai lutar para manter a soberania britânica das ilhas. A Marinha confirmou que o mais moderno navio de guerra do país parte na quarta-feira para o arquipélago.
Na Argentina, as comemorações se concentraram em Ushuaia, a região mais próxima das ilhas. A presidente Cristina Kirchner chamou afirmou que é um absurdo o Reino Unido manter as ilhas e voltou a criticar os britânicos por militarizar a região e explorar ilegalmente as reservas naturais das ilhas.
A presidente disse que pediu ajuda à Cruz Vermelha para convencer a Grã-Bretanha da necessidade de identificar os corpos de soldados britânicos e argentinos ainda não reconhecidos.
Em Buenos Aires, integrantes de grupos de esquerda protestaram contra a presença britânica nas Malvinas. Os manifestantes tentaram chegar à embaixada britânica, mas foram impedidos pela polícia. Houve confrontos violentos e várias pessoas ficaram feridas.
Após 30 anos da guerra, a animosidade e entre Argentina e Grã-Bretanha persiste. O governo argentino insiste em negociar a soberania das ilhas. A Grã-Bretanha diz que não há o que negociar e que os moradores das ilhas querem permanecer britânicos.
Fonte: G1

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