A projeção de safra para este ano no Ceará cresceu em março. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre os dias 16 de fevereiro e 15 de março, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas será de 1.465.096 tonetaldas (t), alta de 1,86% com relação à perspectiva divulgada no início do ano. Se confirmada, ao final de 2012, a colheita irá superar a maior safra cearense da história, obtida em 2011, quando atingiu 1.300.855 t.
Entretanto, é possível que esse dado não se confirme. Neste mês abril, a estiagem tornou-se uma preocupação no interior do Estado, conforme o Diário do Nordeste informou nesta terça-feira (10). A maior parte do Sertão do Ceará segue com um quadro regional de estiagem.
Para o supervisor Estadual de Pesquisas Agropecuárias do IBGE, Francisco Otávio Cunha Pires, como os dados para o relatório foram coletados até 15 de março, a expectativa é que em abril o cenário mude, devido à falta de chuvas no Estado. "Estamos trabalhando no levantamento oficial, porém os dados ainda estão sendo contabilizados, não sendo possível antecipar qualquer informação", esclarece.
Segundo o relatório, os meses de março a junho compreendem a estação chuvosa, e das oito macrorregiões do Ceará, quatro (litoral de Fortaleza, Maciço de Baturité, Cariri e Jaguaribana) apresentaram situação positiva, em relação a quantidade de chuva, no mês passado. A participação do Ceará na produção nacional de grãos é de 0,9%.
Colheita melhor
No período de referência, dos 46 produtos pesquisados, nove deles apresentaram crescimento na estimativa da produção, em relação ao mês de fevereiro. São eles: arroz de sequeiro, feijão de arranca de 1ª safra, feijão-de-corda de 1 safra, mamona, banana de sequeiro, banana irrigada, castanha-de-caju (comum), goiaba e manga irrigada. Já, 13 outros produtos apresentaram redução em relação ao mês anterior, que são: algodão herbáceo de sequeiro, amendoim, feijão-de-corda de 2ª safra, girassol, milho, sorgo granífero, tomate, mandioca, acerola, coco-da-baía (seco e água), manga de sequeiro e uva. Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) estima que 45% dos cultivos feitos até agora podem estar perdidos devido à falta de chuvas.
Diário do Nordeste
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