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terça-feira, 10 de abril de 2012

Quase metade da população brasileira sofre de excesso de peso

Segundo o Ministério da Saúde, 48,5% dos brasileiros estão acima do peso ideal

REDAÇÃO ÉPOCA


Alexandre Padilha, ministro da Saúde, durante divulgação da Vigitel nesta terça-feira (10) (Foto: Ministério da Saúde / Divulgação)


De acordo com anúncio do Ministério da Saúde, realizado nesta terça-feira (10), quase metade da população brasileira está acima do peso. De 2006, ano em que a pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) começou a ser feita, para 2011, a proporção dos brasileiros com excesso de peso subiu de 42,7% para 48,5%. A porcentagem de obesos avançou de 11,4% para 15,8% no mesmo período. 

O estudo, promovido anualmente pelo Ministério em parceria com a Universidade de São Paulo, faz um levantamento da saúde brasileira por meio de questionários sobre tabagismo, consumo de álcool, alimentação e atividade física. Entre janeiro e dezembro de 2011, a pesquisa entrevistou 54 mil adultos em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal.

A população masculina é a que mais sofre com o excesso de peso. Mais da metade dos homens (52,6%) se encontra nessa condição, enquanto 44,7% das mulheres estão com o Índice de Massa Corporal (IMC), que é a razão entre o peso e o quadrado da altura, superior a 25 kg/m², ou seja, acima do peso ideal. O número de casos de obesidade (IMC maior que 30 kg/m²) é mais equilibrado entre os sexos, sendo 15,6% dos homens obesos e 16% das mulheres.

A obesidade está relacionada a altos níveis de gordura e açúcar no sangue e a excesso de colesterol, sendo um forte fator de risco para a saúde. Pessoas obesas têm mais chance de sofrer doenças cardiovasculares, problemas ortopédicos, asma, apneia do sono e até mesmo alguns tipos de câncer. O estudo do ministério apontou como fator de risco o consumo de carnes com excesso de gordura, de leite integral e de refrigerantes.

Apesar de o excesso de peso ter aumentado entre a população brasileira, o sedentarismo diminuiu. Em 2009, 15,6% das pessoas não praticavam atividades físicas; em 2011, este número diminuiu para 14%. Os homens estão entre os mais ativos: 39,6% deles se exercitam regularmente, enquanto apenas 22,4% das mulheres fazem atividades físicas.

A Vigitel levantou ainda o percentual de fumantes no Brasil, que apresentou uma leve queda nos últimos seis anos. Em 2006, 16,2% dos brasileiros eram fumantes; em 2011, tal porcentagem diminuiu para 14,8%.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os dados da pesquisa destacam a necessidade de continuar investindo em ações preventivas. “Com o levantamento, nós conseguimos resultados que permitem aprimorar nossas políticas públicas, que são essenciais para prevenir uma geração de pessoas com excesso de peso”, disse Padilha.

JK

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